Luz, Câmera, Post

February 4, 2007

Rocky Balboa

Filed under: Premìere

Gênero: Drama/Boxe/Nostalgia
Direção: Silvester Stallone
Elenco: Silvester Stallone, Burt Young, Milo Ventimiglia, Antonio Tarver.

Um das maiores séries de filmes de todos os tempos, Rocky é como a carreira de muitos pugilistas: temos o início arrebatador em Rocky, um lutador, o auge e apogeu até Rocky IV (apesar de muitos considerarem uma bobagem sem fim) e o declínio em Rocky V, considerado pelo próprio Stallone como o pior filme da série. O que se faz depois do, digamos, fim, é o que define a história do lutador na nobre arte.

Temos diversos exemplos; Floyd Patterson, por exemplo, perdeu a última luta de sua carreira para Sonny Liston e saiu do ringue disfarçado. Seu maior inimigo sempre foi o medo. Tyson, um exemplo mais recente, mordeu a orelha de Evander Holyfield não uma, mas duas vezes. Com Rocky não seria diferente, se tivesse parado em Rocky V.

Mas Stallone resolveu não parar. E, aco contrário do que temíamos, fez um ótimo filme. Não é Rocky, um lutador, não é Menina de Ouro e, muito menos, Touro Indomável, para ficarmos em alguns clássicos. Está, em pieguice, para A Luta pela esperança, onde Jim Braddock (Russel Crowe) sofre com a Grande Depressão para depois voltar ao boxe e terminar no auge.

Lá está Rocky, em seu outono. Dono da cantina italiana "Adrian’s", em homenagem a falecida esposa, continua reconhecido como um mito. Mas, como o próprio diz ao seu cunhado e treinador Paulie (Burt Young), ainda tem sua fera interior pedindo para ir ao ringue, assim como anos atrás Apolo Creed (Carl Wheaters) arriscou sua fera interior contra Ivan Drago (Dolph Lundgren). Do outro lado do ringue temos Mason Dixon (Antonio Tarver) e os tempos atuais do boxe, mantendo algumas biografias interessntes como as de Lennox Lewis, o inglês jamaicano, e o próprio Tyson, porém supradominado por figuras anti-sociais, alguns quase facínoras, e pelo gangsta rap. Como o próprio Tyson.

Por conta de uma hipotética luta por computador, Stallone vence Dixon. Juntando os itens dos parágrafo acima, mais empresários que em muito lembram Don King, temos o retorno do Garanhão Italiano contra o atual campeão. E a redenção de Stallone como cineasta, do treinamento de Rocky Balboa à luta contra Dixon. Usa-se muito bem a mitlogia da série e termina-se com um sobriedade talvez antes nunca vista em todos os Rockys anteriores. É a maturidade de um filme que tem sues fãs e seus detratores. É a maturidade de Stallone. O máximo que ele pode ter de maturidade cinematográfica, agradando ou não ao espectador.

Se depois de Rocky Balboa, Stallone vier a realizar qualquer filme, será lembrado por Rocky. Mais do que o outono do lutador, é o outono do ator e diretor. Ainda que saia alguma obra-prima em sua infindável carreira.

Nota: Quatro estrelas na testa do Stallone, mais um muito obrigado.

July 12, 2006

Eyes of Tiger

Filed under: Premìere

Pode ser dito qualquer coisa sobre Silvester Stalonne, menos que quatro dos cinco filmes da série Rocky não são competentes, tanto em roteiro como tecnicamente. São filmes de boxe que se equivalem tecnicamente aos excepcionais Touro Indomável, Menina de Ouro e Ali, com os citados ganhando disparados no que diz ao desenrolar da história.

De qualquer forma, cada um dos quatro primeiros filmes da série produziram cenas icônicas, desde o "Adrian" à trilha sonora empolgante enquanto Sly corre, escadaria acima, preparando os músculos para a próxima luta. Mesmo a paranóia da Guerra Fria exposta em alguns filmes dos anos 80 trouxe um filme bom na série, Rocky VI, onde o oponente era a ameaça vermelha encarnada, de forma bastante convincente, por Dolph Lundgren.

Mas o quê Rocky faz na sessão premìere, você pergunta. Oras, clique aqui e morra de nostalgia com o lutador de volta aos ringues para o que possivelmente seja último desafio de sua vida. Se via convencer ou não, só saberemos em dezembro. De qualquer forma continuam lá a música e os socos no ar de Rocky Balboa. Que soe o gongo.

July 7, 2006

Se as preces funcionarem…

Filed under: Premìere

Novamente do Omelete, a notícia que pode abalar alicerces no mundo dos aficcionados por quadrinhos e por cinema: Bryan Singer (X-Men, Os Suspeitos) pensa em dirigir o encontro de Super Homem e Batman!

Disse o diretor a MTV gringa:

"Eu pensei bastante nesse encontro, mas não sei quem eu colocaria de vilão. Talvez o próprio Batman, mas ele não pode ser tão malvado, afinal ele é o Batman. De qualquer forma, isso não é assunto pra agora. Antes o Super-Homem precisa ter sua própria franquia estabelecida".

A se confirmar a ótima bilheteria que o retorno do Homem de Aço terá nos cinemas, aliada a paixão de Synger por quadrinhos, podemos ter quase certeza de que é um projeto ótimo e interessante tanto para a paixão do diretor pelo assunto quanto para os sedentos cofres da Warner Bros, que bancaria a coisa.

E digam que é epifania, mas eu até arriscaria convidar o Christopher Nolan para dirigir junto com Synger a película! 

July 5, 2006

Heresia a caminho

Filed under: Premìere

Recém saiu no Omelete a notícia que vai matar muitos do coração: provavelmente sobre a batuta de Michael Bay (A Ilha, A Rocha, Pearl Harbor, Armageddon), será refeito o remake do clássico Os Pássaros, de Alfred Hitchcock. Quer um paralelo: é como dizer que a Seleção Canarinho de 2006 nos deu um trauma tão grande quanto a de 82.

Diz o produtor Brad Fuller, que neste momento possivelmente está ajudando a cagar na sabedoria como remake de outro clássico, A morte pede carona, estrelado na versão original pelo Hutger Hauer (os comentários em parentêses na declaração são deste, indignado deveras):

"Nós não estamos refazendo o filme de Hitchcock (Deus é pai!). O que nos interessa é que o conto está repleto de coisas chocantes que Hitchcock não usou no filme dele (a cena final do filme é uma das coisas mais chocantes que eu já vi, seu idiota!) . Então nós pegamos essas coisas, que são a base de nossa produção. O título é o mesmo porque a base é a mesma (Mudem o título. Coloquem As Codornas, qualquer diabo!), mas não temos os mesmos personagens daquele filme. O conceito dos pássaros, certamente, é o núcleo dos dois, mas as situações e a trama agora vêm do conto e não da obra de Hitchcock (Pelo amor de todos os Santos do cinema, não usem um "baseado na obra do mestre Alfred Hitchcock ou eu rasgo todos os cartazes em São Paulo!)".

Ainda tem mais heresia:

"A história é sobre uma família que já está lá, e não pessoas que chegam de repente. Esse tipo de coisa vai mudar conforme o perfil dos roteiristas e dos atores que podemos contratar, além do que o próprio elenco vai querer do filme. É diferente de quando Hitch fazia esses filmes. Nós temos uma série de variáveis que temos que equilibrar."

Avisou com todas as letras: será uma merda. Mas ainda bem que em nada tem haver com o clássico do mestre do suspense, conforme disse o produtor. 

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