Tubarão
Tubarão é o melhor filme de Steven Spielberg. Ok, ele empata com a série Indiana Jones, o que o torna obra-prima na acepção da palavra.
Mas o que faz de Tubarão um grande filme? Há quem diga que há a mensagem ecológica, do homem tomando o que é da natureza para o lucro da pequena cidade praiana de Amity, que precisa de suas águas livres no verão. Outros dizem que é o clima de suspense por não vermos a "máquina de matar" durante grande parte do filme. Sabemos que há o terror, mas não há mostra visual disso, só a câmera com um pequeno ponto de luz nas pernas da próxima vítima. É aquilo que o Hitchcock disse de se sugerir o terror, base do suspense.
Talvez seja a trilha sonora que John Williams, esse sim um "Midas" (quem não sabe cantarolar os temas de Star Wars e Indiana Jones não é humano), criou para Tubarão, a melhor em matéria de suspense na história do cinema. Aos primeiros acordes da música tema, o espectador sente o frenesi da iminência de um ataque do grande tubarão branco, cola na cadeira e ao menor sinal de água, grita por socorro.
"Um cartucho de Seaquest do Atari, eu diria"
Temos ainda o trio de protagonistas principais: Quint (Robert Shawn), o marinheiro durão e obcecado pelo animal (talvez uma alusão ao Capitão Ahab e sua luta para ter Moby Dick); o geólogo Matt Hooper (o excelente Richard Dreyfuss), cientificamente maravilhado com o poder do estupendo animal; e por fim o chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider), um tanto hidrófobo e ainda desacostumado com os "caipiras" de Amity, esperando que mais ninguém morra nas águas do balneário.
E temos, obviamente, o grande tubarão branco num filme de 1975, sem DreamWorks, sem Industrial Light & Magic, sem Weta. Um robô um tanto feio, mecanizado demais, mas precisamente assustador e imenso. Quando não temos o tubarão em si, temos mergulhadores com cabos, com câmeras, dando as vítimas a sensação de terror que as dentadas do animal são capazes de provocar. Em suma, uma aula de cinema travestida de diversas formas. Sem sombra de dúvidas, um dos melhores da história do cinema.
Nota: Seis estrelas na testa de Spilberg mais um "aprovado com louvor"

Além do plágio, ainda erra meu link..
..tu tem postado bêbado, Julião? =P
Comment by Tiago — July 6, 2006 @ 10:56 am
quais os jogos de tubarão?
Comment by filipe — December 21, 2007 @ 6:01 pm