X-Men 3
Diante de um tema central interessante, uma possível cura para o gene X, temos de volta os mutantes, aos montes. Eu, que não sou muito fã de gibis (desenvolvi meu amor pela leitura de qualquer coisa somente aos 18 anos, o que tornaria inviável - financeiramente - conhecer toda a história de todos os heróis a tempo de ver quiçá o Namor nas telonas), digo aqui o que X-Men 3 - O Confronto Final, trás para o cinema: uma continuação.
Brett Ratner, perdoem-me o lugar-comum, nunca será Bryan Singer. O primeiro chegou a fama com A Hora do Rush, filme legal com Jackie Chan e Cris Tucker. Para quem viu Máquina Mortífera, uma ótima Sessão da Tarde.
O segundo apareceu para o mundo com Os Suspeitos. Para quem viu Psicose, um sucessor. Singer trouxe aquele frisson que o Mestre Hitchcock nos deu durante sua carreira cinematográfica. Roteiro, atores e um final exuberante fazem deste filme um dos melhores da década de 90.
Em X-Men tínhamos a apresentação dos mutantes aos incautos, como este. O tema era o preconceito contra determinada raça (e a cena de Magneto no campo de concentração ilustra perfeitamente) e a evolução dos mutantes em relação aos humanos, sempre eles. Detalhou-se o bem, o mal e o mal maior, os homo sapiens e suas armas.
Em X-Men 2, tínhamos o desenvolvimento do roteiro do primeiro filme. Novos mutantes, a mesma idéia de preconceito elevada à solução final pelo General Striker (Brian Cox) e até um epílogo sobre a cura (o líquido extraído do cérebro do filho de Striker que permitia ao general controlar os mutantes). Mais uma vez, voltamos a Hitchcock: Singer fez uma das maiores cenas de abertura do cinema, quando o mutante Noturno invade a Casa Branca para assassinar o presidente dos EUA.
Por que Hitchcock? Quem assistiu Janela Indiscreta sabe o por quê da escolha.
Com o sucesso dos dois filmes, Singer era a figura certa para o terceiro filme, correto? Não se você é um dos empresários de Hollywood. Singer teve problemas com a Fox, distribuidora da obra, e foi para a Warner dar vida a Superman Returns. Como para dar o troco, mas sei essa intenção toda, a Fox chamou Rattner, justamente o diretor do projeto da volta do Homem de Aço aos cinemas.
Troca feita, temos dois estilos eqüidistantes. A primazia com que Singer fazia os filmes foi substituída pela correria de Ratner. O que não vem a ser ruim num filme como X-Men, pelo contrário, talvez se torne até mais competente do que aparenta ser.
Mas antes que eu comece a falar demais sobre bobagens como técnicas de filmagem, câmeras, roteiro e blá blá blá, vale lembrar que Colossus arremessa Wolverine. E que, no cinema, você não precisa de nada mais além disso.
Nota: quatro estrelas mais um "continue assim" na testa de Brett Ratner

Primeirona ever!oneeleven!oneone!!!!
Nem li a resenha, véi.
Comment by Gabi — July 3, 2006 @ 2:15 pm
muito bom
Comment by bruno — January 28, 2007 @ 11:59 pm