Carros
Carros, o primeiro filme da Pixar sob a égide dos estúdios Disney, é a obra mais perfeccionista que já se viu num filme de animação. Tem direção de John Lasseter, homem todo-poderoso do estúdio e, perdoem-me quem pode achar heresia, alguém pronto para ser o Walt Disney do século 21.
O filme parte do princípio de que os carros são humanos. Talvez John Carpenter com Christine, o Carro Assassino tenha chegado perto disso, transformando o transporte numa máquina de matar. Em Carros eles são as pessoas em si. Até as moscas são carros, eles consomem gasolina como se fosse comida, transformando até os combustíveis oriundos de fontes renováveis em uma espécie de "comida vegetariana" para os possantes.
Relâmpago McQueen é um carro estreante prestes a ganhar a Copa Pistão, e será o primeiro a conseguir tal feito. Após um acidente, onde seu caminhão de transporte dorme na pista (sim, "o" caminhão dorme. Sem contar que o sua carroceria tem algo parecido com um boné, no melhor estilo Falcão, o Campeão dos Campeões), Relâmpago para em Radiator Springs, uma cidade enclausurada na mítica Route 66.
"Meu dentista nunca me disse que Bardhal era bom pra cárie, sô!"
Lições típicas dos desenhos Disney pululam daí para frente. Amizade, confiança, respeito, afeto e que tais. Como roteiro, Carros perde para seus parceiros de estúdio, como Procurando Nemo ou Monstros S.A, mesmo tratando bem a questão do saudosismo. Mas as imagens de Radiator, os carros da cidade, um velho Hornet da década de 50, os compactos italianos e "a" Porsche Carrera com direito a tribal são um show de efeitos visuais. Se perde e muito para as idéias e lições de Toy Story e afins, Carros faz o impossível e dá um banho em todos no quesito animação, coisa que parecia inimaginável até então.
Após as duas horas de filme, você não sai do cinema com uma mensagem, como seria mais do que provável num filme Disney. Mas sai, sem dúvida, com a impressão de que Walt Disney sorri feliz por ver que sua empresa arrumou um sucessor de grande cacife.
Nota: quatro estrelas mais um "continue assim" na testa de Lasseter.

Um dos grandes diferenciais desse, também, é a grande quantidade de personagens carismáticos. Eles conseguiram que até o protagonista fosse um carar bacana.
CATCHAM!
Comment by Eric — July 4, 2006 @ 2:52 pm
Poutz, grande resenha Julião, cheia de referências e tal, fiquei até com vergonha.. =P
..e finalmente as notas bateram!
Comment by Tiago — July 5, 2006 @ 11:43 am
bo0n
Comment by bruno — January 29, 2007 @ 12:01 am
oi, meu filho ama, este desenho assite todos os dias e gostaria de saber se alguem tem ou sabe onde posso conseguir a música, se souberem quem canta já pe o suficiente….
Comment by Janice — November 19, 2008 @ 6:18 pm