Rocky Balboa
Gênero: Drama/Boxe/Nostalgia
Direção: Silvester Stallone
Elenco: Silvester Stallone, Burt Young, Milo Ventimiglia, Antonio Tarver.
Um das maiores séries de filmes de todos os tempos, Rocky é como a carreira de muitos pugilistas: temos o início arrebatador em Rocky, um lutador, o auge e apogeu até Rocky IV (apesar de muitos considerarem uma bobagem sem fim) e o declínio em Rocky V, considerado pelo próprio Stallone como o pior filme da série. O que se faz depois do, digamos, fim, é o que define a história do lutador na nobre arte.
Temos diversos exemplos; Floyd Patterson, por exemplo, perdeu a última luta de sua carreira para Sonny Liston e saiu do ringue disfarçado. Seu maior inimigo sempre foi o medo. Tyson, um exemplo mais recente, mordeu a orelha de Evander Holyfield não uma, mas duas vezes. Com Rocky não seria diferente, se tivesse parado em Rocky V.
Mas Stallone resolveu não parar. E, aco contrário do que temíamos, fez um ótimo filme. Não é Rocky, um lutador, não é Menina de Ouro e, muito menos, Touro Indomável, para ficarmos em alguns clássicos. Está, em pieguice, para A Luta pela esperança, onde Jim Braddock (Russel Crowe) sofre com a Grande Depressão para depois voltar ao boxe e terminar no auge.
Lá está Rocky, em seu outono. Dono da cantina italiana "Adrian’s", em homenagem a falecida esposa, continua reconhecido como um mito. Mas, como o próprio diz ao seu cunhado e treinador Paulie (Burt Young), ainda tem sua fera interior pedindo para ir ao ringue, assim como anos atrás Apolo Creed (Carl Wheaters) arriscou sua fera interior contra Ivan Drago (Dolph Lundgren). Do outro lado do ringue temos Mason Dixon (Antonio Tarver) e os tempos atuais do boxe, mantendo algumas biografias interessntes como as de Lennox Lewis, o inglês jamaicano, e o próprio Tyson, porém supradominado por figuras anti-sociais, alguns quase facínoras, e pelo gangsta rap. Como o próprio Tyson.
Por conta de uma hipotética luta por computador, Stallone vence Dixon. Juntando os itens dos parágrafo acima, mais empresários que em muito lembram Don King, temos o retorno do Garanhão Italiano contra o atual campeão. E a redenção de Stallone como cineasta, do treinamento de Rocky Balboa à luta contra Dixon. Usa-se muito bem a mitlogia da série e termina-se com um sobriedade talvez antes nunca vista em todos os Rockys anteriores. É a maturidade de um filme que tem sues fãs e seus detratores. É a maturidade de Stallone. O máximo que ele pode ter de maturidade cinematográfica, agradando ou não ao espectador.
Se depois de Rocky Balboa, Stallone vier a realizar qualquer filme, será lembrado por Rocky. Mais do que o outono do lutador, é o outono do ator e diretor. Ainda que saia alguma obra-prima em sua infindável carreira.
Nota: Quatro estrelas na testa do Stallone, mais um muito obrigado.
